Afinal, qual o papel da Educação Física frente ao COVID?

Atualizado: Set 25



Olá caro leitor.

Venho trazer mais uma reflexão. Dessa vez sobre o contexto de nossas atividades frente a luta mundial ao combate da COVID-19.


O propósito não é contestar, fora de hora, medidas que foram tomadas para enfrentamento da propagação do vírus e as quase inexistentes medidas tomadas para a prevenção fisiológica ao contágio. Quero sim expor aqui aos profissionais de Educação Física, as diversas oportunidades de atuação que temos e viremos a ter daqui por diante, assumido o “novo normal”, que expõe nossa sociedade, não só ao enfrentamento a COVID-19, bem como ao controle de outros vírus já conhecidos e a prevenção da propagação de outros vírus que ainda estão por vir.


É fato que o novo coronavírus se espalhou pelo mundo muito rapidamente e de uma maneira muito agressiva em sua capacidade de contágio. Outros fatores determinantes para seu crescimento é sua aparente capacidade de mutação e o pouco espaço de tempo que a ciência teve para estudar sua genética e reagir de maneira mais eficiente no combate a infecção. Porém, também é sabido que grande parte dos infectados pelo vírus (cerca de 80% segundo a Organização Mundial de Saúde) é assintomático ou oligossintomático (poucos sintomas) e aproximadamente 20% dos casos requer atendimento hospitalar por apresentarem dificuldades respiratórias, dos quais 5% desses casos podem necessitar de suporte ventilatório.


Visto o cenário de ação do vírus, mostra-se claramente dois caminhos para a prevenção ao contágio: Diminuição da exposição ao vírus através do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e redução do convívio social; Fortalecimento do sistema imunológico do indivíduo.

Ou seja, uma das maiores armas contra o novo coronavírus, senão a maior até o surgimento de uma vacina, é o fortalecimento do sistema imunológico. Todo profissional de educação física e a comunidade científica sabe da importância da prática de atividade física para o desenvolvimento do sistema imunológico e consequentemente a prevenção de doenças infecciosas entre elas o novo coronavírus. Portanto é papel do educador físico aliar-se aos demais profissionais de saúde na atuação efetiva ao controle e combate da propagação da COVID-19. Para isso, certamente devemos nos preparar e nos atualizar frequentemente para melhor entender os estudos e pesquisas que já vem sendo realizadas e atuarmos de maneira colaborativa a esses trabalhos para aumentar sua eficiência.


Estou certo de que a natureza e vocação dos profissionais de educação física, antes de mais nada, é de total doação e empenho na cura e no desenvolvimento físico, bem como no bem estar das pessoas, por isso acredito que nesse momento de crise, e daqui por diante, nosso papel social no combate a propagação de doenças seja cada vez mais relevantes. Cabe a cada um de nós agora entender esse papel e buscar conhecimento para atuar de maneira responsável e criativa.


Entendo que, somente a evolução profissional de cada um de nós e o ganho constante de conhecimento sobre os processos e novas pesquisas dentro de nossa área de atuação, nos colocará em lugar de destaque. A prevenção de doenças é um grande mercado que cabe mais ao profissional de educação física que a indústria farmacêutica. Pensem nisso!



Fabricio Vieira

CEO da Interativa Esporte, é Educador Físico, Pós Graduado em Administração e Marketing Esportivo e Especialista em treinamento Esportivo. Atua no mercado desde 1995 em diversos projetos esportivos de Treinamento, Gestão, Terceiro Setor, Eventos e Marketing.


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